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sábado, 31 de dezembro de 2011

Entrevista ao Globo Esporte feita pelo craque:

GLOBOESPORTE.COM: Para começar, queria que você falasse sobre sua passagem pelo Lazio. Nem dá mais para falar que é boa fase. Já é quase um ano e meio de bom rendimento, boas atuações....

Hernanes: Está sendo muito importante para mim, tanto como jogador quanto como pessoa. Cresci muito. Tenho evoluído bastante dentro de campo. Tive que jogar em uma posição diferente da que estava acostumado. Jogar mais avançado foi um desafio. Tinha que mudar meu estilo de jogo e evoluí, graças a Deus. Agradeço muito a Ele, agradeço muito à paciência que eu tive para esperar a hora certa de sair do Brasil. Queria sair em um momento legal, depois de fazer alguma coisa pelo São Paulo. Então, cheguei aqui pronto para o desafio. E o pessoal foi incrível. Eu vim com uma expectativa e foi totalmente diferente. Achei que ninguém me conhecesse, mas todos sempre me trataram já de cara como ídolo, como craque, me acolheram super bem. Isso me deixou à vontade. Me senti em casa e contente.

Você não esperava ter tanto prestígio já no começo?

Isso. Não esperava. Achei que fosse ser um cara novo, desconhecido.

Isso foi importante para te dar confiança? Saber que não teria que provar nada para ninguém, que já tinha esse reconhecimento...

Na verdade, temos que provar todo dia no futebol. Aqui, a cobrança é tão pesada quanto no Brasil, dia após dia. Mas o lado bom é que me senti em casa. Não era um estranho no ninho. Cheguei a um país diferente, um time diferente, com pessoas diferentes. A princípio, a reação pode ser te deixarem de lado, mas não foi o que aconteceu. Logo me trouxeram para perto. Esse acolhimento foi fundamental.

Você sempre deixou clara sua preocupação com o aprimoramento em campo. Fora dele, tomou algum tipo de medida para que se adaptasse rápido a Roma?

Eu procurei aprender rapidamente o idioma. Nos três primeiros meses, eu estudei bastante, tinha três aulas por semana, justamente para me sentir em casa. Também estudei a cultura italiana, o modo como eles vivem, a história de Roma... Queria ter uma noção realmente de onde eu estava.

Já visitou todos os pontos turísticos? Coliseu, Fontana Di Trevi, Vaticano...

Gosto da parte histórica de Roma. Sempre que posso, passeio. O Coliseu é o lugar que eu mais gosto. “Gladiador” é um dos meus filmes preferidos e desde que assisti queria conhecer o local, já tinha essa ligação. É impressionante. Os outros lugares eu nem sabia muita coisa.

E o que mais lhe incomoda na rotina em Roma?

O trânsito, que é bem pesado. As pessoas são um pouco mais mal educadas do que no Brasil (risos). Ninguém dá a vez, não. Tem que ficar esperto. De resto, é tudo tranquilo. Eu e minha família gostamos muito da cidade, estamos muito felizes. Sou suspeito para falar, por conta da recepção que eu tive. Foi algo que mexeu muito comigo e me fez gostar da cidade. Depois de ser acolhido dessa maneira, o que eu posso dizer? Não tem defeito.

A relação com o assédio é tranquila? São calorosos como no Brasil?

É tranquilo, mas o jeito dos italianos é mais agitado, mais expansivo.Já aconteceram casos de alguns homens falarem: “Profeta, deixa eu dar um beijo em você”. E me beijarem, já que é algo normal para eles. É diferente.

Como você lida com essa questão do fascismo da torcida do Lazio, que é algo que gera muita polêmica?

Rapaz, falando sinceramente, tenho uma frase que diz: “Quando você não olha para uma realidade, é como se ela não existisse”. Não compactuo com essas coisas. Então, não procuro saber. Mas não sinto nada de diferente ou estranho em relação a isso. Nunca vi nenhum tipo de manifestação. Se não procuro, não acho. Faço o meu trabalho e não me preocupo com questões que não estão na minha alçada.

Nos tempos de São Paulo, você tinha a ajuda de um amigo cientista para evoluir tecnicamente. Chegou a melhorou suas estatísticas com isso. Como você tem buscado essa evolução agora na Itália? Atingiu o nível que lhe satisfaz?

Minha preocupação era muito com a parte física. Desde pequeno, eu joguei muito salão e não conseguia render em campo. Apesar de ir bem na parte técnica, a capacidade física dos outros era melhor. Agora, cheguei a um nível em que isso foi embora. Até há bem pouco tempo, eu sentia essa dificuldade, sentia os outros mais fortes do que eu. Hoje, alcancei minha maturidade como adulto. Cheguei ao nível que eu queria e estou feliz com isso.

E em relação à parte técnica?

Antigamente, eu gostava de receber as bolas dos zagueiros e dos laterais, conduzir, driblar e chutar em gol. Mas eu queria mais. Não queria só lançar, queria também receber um lançamento, fazer a função de pivô. Enfim, utilizar mais espaços do campo. Hoje, consigo fazer isso. É o que me dá prazer, o que me deixa satisfeito comigo mesmo.

De que forma você acha que alcançou esse nível?

Eu tenho um amigo cientista que tem um livro sobre o futebol, que fez algo que ninguém fez: colocou no papel tudo que um jogador com e sem a posse da bola tem condições de fazer em campo. Ele demorou 50 anos para colocar tudo ali. As técnicas, o espaço, o tempo, o porquê, para que... E isso me ajudou muito nesse crescimento.

Queria que você falasse um pouco sobre o Lazio em si. Até onde você acha que essa equipe pode chegar? É o segundo ano brigando na parte de cima da tabela, mas em 2011 faltou fôlego na reta final. Desta vez dá para brigar pelo título?

Estamos bem de novo, a base do ano passado foi mantida e o time foi bem reforçado. Estamos melhor qualificados em relação a peças. Enquanto tivermos condições, vamos brigar pelas cabeças. Esse é o nosso pensamento até o fim.

O Lazio, então, tem força para brigar com Milan e Juventus?

Isso. Enquanto ninguém deslanchar, vamos lutar. Fala-se muito. Se ganhamos um jogo, logo perguntam: “Esse é o time do scudetto?”. Ué, se temos chances, vamos brigar pelo negócio, né?

E como você planeja seu futuro na Europa: o Lazio é um clube que lhe satisfaz ou é um caminho para alcançar um grande, como Real Madrid, Manchester, entre outros?

Estou muito feliz aqui. Estou preocupado com o meu crescimento, penso somente nisso. O mais eu deixo acontecer. Não quero me pensar na frente. Somos muito assim, de viver ou no futuro ou no passado. Eu estou concentrado em desfrutar e viver o momento atual. Se for para ficar, seria uma boa. Gosto muito daqui.

Queria que você falasse um pouco sobre o Klose, que é um jogador não muito prestigiado no Brasil, apesar dos números, e tem realizado uma temporada excelente...

É uma excelente pessoa. Um cara muito profissional, de grupo, sem nenhuma marra. Com o nível em que chegou, podia se sentir especial, mas é muito humilde. Já como jogador, me tornei fã dele. Via de longe e achava que só fazia gol, mas é um cara que sabe jogar, é veloz, artilheiro, coloca os outros nacara do gol. Sou fã.

Você discorda, então, de quem fala que ele não é nada além de um bom atacante em jogadas aéreas?

Essa é a imagem que nós tínhamos, mas é um cara inteligente para jogar. Dá opção ao meia. E não é um atacante egoísta, que só quer fazer gols. Me surpreendi.

Acredita que ele tenha futebol para jogar até 2014 e tentar quebrar o recorde de gols do Ronaldo em Copas do Mundo justamente no Brasil?

Nunca conversamos sobre isso, mas acho que sim. Fala-se muito de idade,só que cada jogador é diferente. Quando há um objetivo, uma vontade, isso supera qualquer cansaço, supera tudo. O estímulo é importante. Acho que ele tem lenha para queimar, sim.

Por falar em Copa, você retornou à Seleção nos últimos quatro amistosos após oito meses ausente (desde a expulsão contra a França, em fevereiro). Imagino que tenha sido um período de angústia, dúvidas...

De angústia, não. Eu estava me preparando. Foi até legal, porque muita gente achou que o Mano (Menezes) estava me dando algum tipo de castigo, mas eu nunca vi dessa maneira. Ele sempre foi muito coerente. Quando me convocou da primeira vez, ele foi bem claro ao me escalar como volante. Depois, no Lazio, eu mudei minha posição, e ele não me via como um jogador para essa posição de meia. Esses meses foram necessários para que eu evoluísse e me aprimorasse em campo. Foi isso que aconteceu. Cresci e estava preparado quando chegou a oportunidade. Nunca recebi nenhum castigo. É o que ele fala e o que eu vejo. Essa volta foi especial. Pude fazer meu primeiro gol, mesmo que não tenha sido contra uma equipe importante no cenário mundial. Estou feliz por conseguir dar um passo na Seleção, já que antes eu não tive oportunidades. Para você ver, nesses últimos dois jogos eu joguei mais do que em todas as convocações anteriores. Mostra que eu estava pronto. Terminei o ano deixando uma boa impressão.

Aquela oscilação constante na Seleção, desde as Olimpíadas com o Dunga até esse período ausente, era algo que incomodava, fazia refletir em busca de uma explicação?

Me fazia refletir e buscar uma estrada para mudar isso. Tinha muita vontade de realmente ser um jogador de Seleção, mas sempre acontecia alguma coisa. Eu nunca achava que a culpa era dos caras. A responsabilidade pela minha vida é minha. Então, continuei a buscar o que estava faltando para engrenar. Faltava tempo, faltava amadurecimento, faltava estar pronto. Quando apareceu mais uma vez a oportunidade, eu estava pronto e pude aproveitar.

Depois de duas temporadas como destaque do São Paulo campeão brasileiro, você consegue identificar o que realmente lhe impediu de ter uma sequência na Seleção após a Olimpíada e te tirou da Copa?

Eu nunca sonhei muito com a Copa de 2010. O Dunga não me permitiu sonhar. Ele nunca me convocava. Eu nem esperava ir. E teve uma coisa importante que eu percebi na Olimpíada. Eu jogava de volante no São Paulo com três zagueiros. Já em Pequim, com uma linha de quatro no fundo, eu me programei para não sair tanto ao ataque como era de costume no São Paulo. Procurei dar um suporte maior defensivo e organizar as jogadas. Na minha cabeça, eu tinha feito bem o trabalho que me propus a fazer. Só que na cabeça do Dunga e das pessoas, que se acostumaram a ver o Hernanes chegando ao ataque como homem surpresa, chutando a gol, faltou alguma coisa. Minha preocupação estratégica em campo me atrapalhou. Esperavam uma coisa e eu estava disposto a fazer outra. Para você ver, um pequeno detalhe faz a diferença. Hoje, aprendi com a lição. Tudo é um processo de crescimento.

Você falou que não viu a ausência como castigo. Quando você voltou à Seleção, contra a Costa Rica, o Mano lhe chamou e esclareceu alguma coisa?

Eu acho que o treinador quando te coloca para jogar não fala que está te escalando por isso ou aquilo. Ele fala o que você tem que fazer em campo. Se o jogador está entrando, é porque tem a confiança. Se está saindo, é porque não é o certo no momento para ele. Não tem que dar explicação.

Aquele lance com a França ficou muito tempo na sua cabeça? Foi algo que te fez mal?

Não, não. Na verdade, só fui perceber a gravidade depois, quando vi o vídeo. Aí, eu falei: “Poxa, realmente eu merecia ter sido expulso”. Entendi o negócio. Procurei encontrar dentro de mim o motivo daquela coisa. Estávamos em um clima por não ganhar da França, pensávamos: “Vamos ter que pegar os caras hoje e tal”. Então, é uma reação de excesso de vontade. Normal. Da próxima vez já fico sabendo que não preciso matar ninguém, não. É só jogar futebol (risos). Não é preciso querer mais do que o necessário. Futebol é jogado com a bola.

Você já falou que na Lazio se tornou outro tipo de jogador. Então, você concorda com o Mano que agora a briga é por uma vaga como meia? Disputando com Ganso, Kaká, Ronaldinho... A briga é pesada.

É verdade. Eu penso o seguinte: depois de todo esse processo por que eu passei, jogando em várias posições, já fui lateral-esquerdo, direito, volante, segundo atacante e agora como meia, todo esse caminho me fez um privilegiado. Meu objetivo sempre foi executar mais técnicas em campo. Consigo executar a técnica de marcação, toque de bola, chute, finalização, passe para servir o companheiro... Então, minha posição hoje é essa: sou meio de campo. Pode ser mais na frente ou mais atrás. É questão de necessidade. Eu faço isso aqui no Lazio. O futebol não é um jogo de robô, é um jogo de movimento. Cheguei a um nível que posso desempenhar as duas funções.

Dispensa qualquer tipo de rótulo...

É. Eu sou assim. Eu não concordo com esse sistema que vivemos. Se o cara escreve com a direita, logo dizem: ele é destro. Colocam um rótulo. Não, ele não é direito ou esquerdo. Ele escreve ou chuta com um lado do corpo com maior facilidade ou em maior quantidade. Mas todos nós temos a capacidade de utilizar os dois lados do corpo. Eu, por exemplo, fazia tudo com a direita e, para provar que somos capazes de desenvolver outras coisas, hoje só escrevo com a esquerda, faço tudo com a esquerda. Não gosto de rótulos. Não é porque um cara teve uma fraqueza e roubou uma coisa que ele é ladrão. Gostamos muito de rotular as coisas e não concordo. Prefiro analisar e observar bem.

E qual foi o processo para desenvolver essas outras partes do corpo?

Tudo nasceu de uma vontade que eu tinha de ser canhoto. Eu via os caras escrevendo, chutando, e achava muito estiloso. Eu já tinha uma noção de chute com a esquerda e passei a aprimorar mais os dribles. Hoje, para driblar, eu uso mais a esquerda. Já para chutar, a direita é mais precisa. Tudo vem desse trabalho de querer ser canhoto. No começo, fazia tudo bem devagar. O segredo é a repetição. Escrevia os pontilhados com a direita e depois cobria com a esquerda. É assim que o cara aprende.

Sobre o São Paulo, como você tem visto esses últimos dois anos ruins? Depois que você saiu, o time ficou sem a vaga na Libertadores e tem recebido muitas críticas...

Somos acostumados a falar que é natural depois de uma fase muito boa vir um estágio ruim, mas o Barcelona tem quebrado todos esses rótulos, né? Reformula a equipe, muda, mas segue ganhando. Enfim, nosso treinador no Lazio fala uma frase: “Todo mundo é útil, mas ninguém é indispensável”. Então, não acho que seja a minha saída que faça a diferença. É só um momento. Eu achava que neste ano a equipe ia ser forte, brigar por tudo. O time começou bem o ano com Lucas, Dagoberto, o Jean... Torci bastante, porque são meus amigos, é o clube que tenho grande carinho e devo muita coisa. Mas depois as coisas não deram tão certo quanto parecia. É só uma fase, só um ano. Estou na torcida para no ano que vem dar tudo certo.

Qual que é o seu sonho hoje? Seu maior objetivo de carreira? Aquele que se você fosse na Fontana di Trevi com uma moedinha seria o seu pedido?

Isso aí não iria acontecer, não (risos). Eu não acredito nessas coisas. Acredito na vontade para realizar os sonhos. Tenho um sonho muito grande que é a Copa de 2014. Na verdade, são dois sonhos. Fazer alguma coisa bonita com o Lazio agora e, depois, em 2014. São as coisas que eu quero muito para minha vida.

Para fechar, eu queria uma frase do “Profeta Hernanes”. Uma frase que norteie sua vida, sua carreira...

A frase que norteia minha vida é uma parte de um versículo bíblico que diz: “Na tranquilidade e na confiança está a minha força”. É isso. Tranquilo e confiante. Esta é a minha força.









Da voadora a cabeçada, Hernanes se recicla e quer brilhar na Seleção.

Completo e complexo. Assim pode ser definido Hernanes. Sedento por aprendizado, o brasileiro do Lazio foge do lugar comum dos jogadores de futebol e vive em busca de aprimoramento. Para isso, vale-se até da ciência. Foi graças a essa postura que deixou um início claudicante para trás e se tornou ídolo no São Paulo, status que mantém desde o primeiro dia em Roma. Foi também essa busca do autoconhecimento que o fez terminar em bons termos uma temporada que se desenhava negativa na Seleção.
Em campo, Hernanes já contou com a ajuda de um amigo estudioso da bola para se tornar mais completo, seja como volante ou meia. Fora dele, a reflexão sobre os próprios atos e limites foi companheira no caminho entre a voadora que atingiu o peito de Benzema e a cabeçada certeira em amistoso diante do Gabão. Da expulsão contra a França, em fevereiro, até o primeiro gol pela equipe nacional, 10 meses se passaram, oito deles sem sequer ser lembrado por Mano Menezes. Período que o jogador não encara como castigo, mas como necessário para o aprendizado.

- Esses meses foram necessários para que eu evoluísse. Foi isso que aconteceu. Cresci e estava preparado quando chegou a oportunidade. Nunca recebi nenhum castigo. Estou feliz por conseguir dar um passo na Seleção, já que ante seu não tive oportunidades. Para você ver, nesses últimos dois jogos (contra Gabão e Egito) eu joguei mais do que em todas as convocações anteriores. Mostra que eu estava pronto. Terminei o ano deixando uma boa impressão.

Em pauta, o sucesso no Lazio, as ambições no calcio, a surpresa com o futebol de Klose e o momento ruim do São Paulo após sua saída. Nada, porém, mexe mais com Hernanes que a Seleção Brasileira. Com a Copa de 2014 como meta, ele descarta rótulos. Não se vê como rival de Ronaldinho, Ganso e Kaká por uma vaga como meia, mas também não se coloca apenas como um volante. Hernanes prefere se definir como útil onde Mano desejar.

- Depois de todo esse processo que eu passei, jogando em várias posições, me sinto um privilegiado. Meu objetivo sempre foi executar mais técnicas em campo. Consigo executar a técnica de marcação, toque de bola,chute, finalização, passe para servir o companheiro... Então, minha posição hoje é esta: sou meio de campo. Pode ser mais na frente ou mais atrás. O futebol não é um jogo de robô, é um jogo de movimento.

O “Profeta” deixou também uma frase de efeito que pavimenta sua estrada em busca do sucesso:

- Na tranquilidade e na confiança está a minha força. É isso. Tranquilo e confiante. Esta é a minha força.


Fonte: Globoesporte.globo.com

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Hernanes marca em triunfo do Lazio.

Com gols de Hernanes e Klose, o Lazio visitou a Fiorentina neste domingo e derrotou o rival de virada, por 2 a 1, em jogo válido pela sexta rodada do Campeonato Italiano. O resultado deixou o time do ex-são-paulino, convocado por Mano Menezes para os amistosos da Seleção Brasileira contra México e Costa Rica, com oito pontos, na sétima posição. Já a equipe de Florença é a décima colocada, com sete.

Cerci, logo aos oito minutos de partida, abriu o placar para a Fiorentina no estádio Artemio Franchi. Apesar do tento sofrido, o Lazio não se abateu e conseguiu o empate aos 28. O ex-são-paulino Hernanes, de perna esquerda, anotou o gol.

No segundo tempo, ambas as equipes criaram várias oportunidades e, quando o jogo parecia que terminaria empatado, Klose decidiu. Apagado na partida, o veterano atacante alemão mostrou o velho faro de artilheiro aos 41 e, de cabeça, assegurou a virada do Lazio que, além de Hernanes, contou com mais dois brasucas em campo: André Dias e Matuzalém. Pelo lado da Fiorentina, o goleiro Neto, ex-Atlético-PR, ficou no banco de reservas.

Fonte: Globoesporte.com

domingo, 28 de agosto de 2011

Notícias do FCH.


Olá, aqui é Bianca Carteado (@bicarteadospfc) e vim "responder" o que Nara falou no post anterior. Eu estava impossibilitada de entrar na internet e não havia visto que ela saiu do FCH e deixou a direção comigo. Me sinto honrada em poder continuar meu trabalho aqui no FC, só que não só o meu, mas o da Nara também, que criou esse fã clube e dedicou tempos e mais tempos de sua vida somente para passar á outros fãs de Hernanes informações sobre ele. Sou agradecida eternamente á Nara por ter me permitido dia 4 de Janeiro de 2010 entrar no FCH e poder mostrar o quanto eu amo Hernanes. Não sei como vai ser sem a Nara aqui, pois cada uma fazia um pouco de um lado e outra de outro e isso que era o diferencial daqui. Porém, vou sempre que possível, continuar fazendo o melhor que posso para continuar dando acessibilidade e mais praticidade aos fãs sobre a vida de Hernanes, e espero não decepcionar ninguém, muito menos a @naranyta.

Postei fotos atualizadas do nosso craque no orkut! Adicionem no orkut 2:
Obrigada á todos,
Boa noite.

sábado, 30 de julho de 2011

Mudanças na Direção do Fã Clube Hernanes

Olá galera! Aqui é a Nara Almeida. Para mim, é triste dizer isso. Mas, está inviável atualizar e dirigir o Fã Clube devido a falta de tempo. Vocês devem ter percebido algumas desatualizações no blog.
Peço desculpas, e informo a minha saída do FCH.

Criei o FCH, com muito carinho. O Hernanes sempre foi e sempre será o MELHOR JOGADOR DO MUNDO para mim. E não apenas Jogador, mas um Pai de Família exemplar em que todos deveriam buscar inspiração. Um servo do Senhor que merece muitas homenagens.
Faz 2 anos e alguns meses que estou à frente do Fã Clube, e agora é a hora de sair.
Eu, NARA ALMEIDA, transfiro todo e qualquer direito do FCH à BIANCA CARTEADO. Outra fã lindíssima e muita íntegra do Hernanes.
É dificil deixar algo, que você criou, você passou horas e horas maquinando como deveria ser e ainda, pensando e pensando novos meios de modernizar e trazer os fãs para dentro da vida do Craque Hernanes. Mas, hoje, 30 de julho de 2011 é minha última postagem e deixo a todos os fãs do Nanes o meu super beijo de despedida e a certeza que esse FÃ CLUBE foi criado e mantido com todo amor e carinho.





Grande abraço, Nara Almeida.
http://twitter.com/naranyta/
naranyta@hotmail.com

segunda-feira, 4 de julho de 2011

De férias no Recife, Hernanes sonha com Copa de 2014


Em um flat em Boa Viagem, o jogador pernambucano em maior evidência no cenário internacional na atualidade curte férias, num chuvoso mês de junho. Hernanes passa o tempo com a família, revê amigos e, assim, recobra as energias para voltar à Itália no próximo dia 5 a fim de iniciar os preparativos para a sua segunda temporada na Lazio, equipe em que vive o melhor momento de sua carreira.

O meio-campista ambidestro, que já tinha sido bicampeão brasileiro pelo São Paulo em 2007 e 2008 e participado das Olimpíadas de 2008 e de amistosos na seleção principal, brilhou em seu primeiro ano no time da cidade de Roma e, com 12 gols, foi o artilheiro da quinta colocada na Série A italiana, classificada para a Europa League, equivalente europeia da Copa Sul-Americana, só que em maior dimensão. Além disso, tem tirado de letra o aprendizado do idioma italiano, um dos sinais de que sua adaptação tem sido boa também fora de campo.

Pelo momento, aumentaram os pedidos de boa parte da imprensa brasileira por mais oportunidades na seleção que hoje se prepara para a Copa América na Argentina. Mas Hernanes só teve uma. Amistoso contra a França, no qual a equipe toda foi mal, e ele, expulso, não voltou a ser chamado por Mano Menezes. Agora, assistirá a competição pela TV, um pouco decepcionado por não ter ido, mas convencido de que depende apenas de seu bom futebol para que novas chances surjam.

"Eu tenho um desejo muito grande de estar aqui no Brasil em 2014. Vou trabalhar forte, focado, concentrado, visando esse objetivo. E estou crescendo, isso é que é o importante. Se eu estivesse em decadência na minha carreira, eu estaria preocupado. Mas eu estou numa ascendente boa, cada ano que passa eu tenho melhorado, então eu estou confiando nisso", comentou Hernanes, em entrevista de cerca de 20 minutos ao Blog do Torcedor e ao Jornal do Commercio na manhã desta quarta-feira.

Primeira parte da entrevista, clique aqui.
Segunda parte da entrevista, clique aqui.
Terceira parte da entrevista, clique aqui.

Fonte: Blog do torcedor.

De férias, Hernanes fala sobre Seleção, artilharia e São Paulo


O brasileiro Hernanes precisou de apenas nove meses para se tornar um ídolo da Lazio. Volante de formação no São Paulo, o jogador virou meia no futebol italiano e vem correspondendo ao investimento de cerca de R$30 milhões feito pelo clube romano para contratá-lo.

Conhecido no São Paulo por ser um jogador de mais marcação, Hernanes vive uma fase de artilheiro, pois foi o maior goleador da Lazio na temporada 2010/2011, com 12 gols. Nascido em Pernambuco, o atleta de 26 anos explica que segue com a ajuda do professor de educação física J. Alves, que o próprio jogador considera um cientista do futebol.

Agora, porém, o meia só pensa em aproveitar as férias no Brasil. De passagem pela capital paulista, o jogador falou não só da Lazio, mas também do São Paulo e do sonho de retornar à Seleção Brasileira, depois da expulsão em amistoso contra a França. Hernanes ainda falou sobre a ajuda que continua recebendo de seu amigo cientista e também da experiência de ser um evangélico morando na capital italiana, ao lado do Vaticano.

Você foi o artilheiro da Lazio na temporada e igualou o recorde do Pavel Nedved como meio-campista do clube a marcar mais gols em uma edição do Campeonato Italiano. Qual o motivo de tantos gols?
Hernanes: Estou jogando como meia, mais adiantado, e isso acaba dando mais chances de fazer gols e encontrar espaço para dar passes aos companheiros.

Você e o argentino Mauro Zárate foram os maiores investimentos da Lazio nos últimos anos. Isso gera uma responsabilidade maior?
Hernanes: É uma responsabilidade por você saber que foi um investimento alto (cerca de R$ 30 milhões), pois você tem que retribuir em campo levando o time adiante. Eu quero também ter altos resultados. Não fica explícita (uma cobrança maior), porque todos são cobrados, mas nós temos de fazer algo acontecer. É natural, porque no futebol o atacante e o meia são os que vão fazer a diferença para o time jogar para frente. Por isso que são os maiores investimentos.

Ter sido o artilheiro da Lazio na temporada foi uma forma de retribuir?
Hernanes: O resultado coletivo foi muito bom nesta temporada e o individual também. O grupo também está mais confiante para fazer um ano ainda melhor, esses são os primeiro frutos. Individualmente, fiquei muito feliz por ter feito 12 gols. Já é o começo dos frutos que a Lazio está colhendo.

Você praticamente não precisou de um tempo de adaptação no primeiro ano na Europa. Qual o segredo de ter feito sucesso logo na chegada?
Hernanes: Assim que cheguei, eu queria aprender o mais rápido possível a falar a língua deles e também a cultura. Com certeza, este foi um ponto positivo para que eles me recebessem muito bem. Duas coisas que me preocupavam eram o clima e a comida, até porque eu estou acostumado ao calor de Recife, mas a temperatura é agradável lá. Quanto à comida, arroz, feijão e farinha não podem faltar. Meu procurador levou alguns quilos de feijão para mim. Fora isso, a comida italiana é muito boa. Não sei como é para os outros jogadores, mas não posso reclamar de nada.

O momento da transferência contribuiu para sua adaptação?
Hernanes: São muitas coisas que contribuíram. Eu atribuo a Deus, que propiciou um ambiente de pessoas que me ajudaram. Esperei o momento certo e estar preparado para deixar o país. Lá, as pessoas me acolheram muito bem, são todos esses fatores. Comecei a me dar bem lá e estava à vontade para fazer meu futebol tranquilamente.

Você nem pensa em voltar ao Brasil neste momento?
Hernanes: Está muito cedo, quero fazer uma carreira lá fora, conquistar alguns títulos. Estou muito feliz lá, não penso em sair agora. Quero jogar este próximo ano melhor ainda que o anterior, para crescer na Itália. Não penso em voltar agora.

Apesar da boa campanha, a Lazio ficou fora da zona de classificação para a Liga dos Campeões pelos critérios de desempate. Foi frustrante ou a vaga na Liga Europa já valeu?
Hernanes: Claro que seria muito melhor (ir para a Liga dos Campeões), mas não tenho o que lamentar, estou feliz. E o grupo também está muito feliz, porque fizemos 20 pontos a mais do que na temporada anterior. É isso que temos de ver, porque foi um salto muito grande. Crescemos e podemos alcançar ainda mais no próximo ano, só temos que comemorar.

Pela Seleção Brasileira, você ficou fora da convocação para os amistosos contra Holanda e Romênia e, com isso, não terá chance na Copa América. Acha que vai voltar a ser chamado?
Hernanes: Eu quero jogar na Seleção e vou conseguir, pois meu objetivo é defender meu país, o que é uma honra muito grande. Espero me firmar, pois não consegui ainda uma sequência. Tive uma oportunidade e acabou acontecendo um acidente, mas vou continuar trabalhando bem. Estou tranquilo e sei que, no futuro, vou ter outra oportunidade e não deixarei passar.

O acidente foi a expulsão na derrota para a França?
Hernanes:
Nós estávamos em um clima de muita revanche, pensávamos em ganhar dos caras. Não falávamos no sentido de dar porrada, nós queríamos ganhar o jogo. O clima estava quente. Quando o Benzema deu um chapéu no Lucas, eu pensei: ''não vai fazer graça aqui, vou estourar essa bola''. Fui com muita vontade pela bola, mas ele conseguiu tirar de mim com a coxa e meu pé já estava no peito dele. Não quer dizer nada, foi um lance normal de jogo.

Você foi uma das principais revelações do São Paulo nos últimos anos. Como vê o momento atual do clube, que está apostando ainda mais nos garotos?
Hernanes: O São Paulo sempre teve sua força na base, é muito importante porque investe e tem uma estrutura grande. Quando vejo os meninos seguindo o caminho que fiz, fico muito feliz. O São Paulo tem se preparado para isso. É importante tanto para o clube quanto para o Brasil. Na Itália, estão querendo implantar esse trabalho de base, porque ajuda para a Seleção ser forte. O caminho é esse.

Você acompanha o que acontece no clube?
Hernanes: Não tenho um contato estreito, mas converso com alguns dos jogadores do São Paulo, como Jean, Dagoberto, Bosco...

Ficou surpreso com os protestos da torcida em frente ao CT da Barra Funda?
Hernanes: O São Paulo teve um período de muitos títulos e isso fez a torcida se acostumar. Depois de passar 2009 e 2010 sem ganhar, a torcida começa a perder a paciência rápido, o que é normal, mas é uma pequena parte que faz isso. Vivemos em um mundo que não admite mais este tipo de coisa. Podem cobrar, mas não entrar no espaço vital da pessoa, é até crime. O futebol é apaixonante, mas não podem permitir este tipo de coisa.

Falou com Jean, que teve o carro chutado por torcedores?
Hernanes: Conversei com ele, mas já está tudo superado. Bola para frente e nem digo que torço para ele dar a volta por cima, porque ele vinha jogando bem. Vai conseguir muitas vitórias ainda e vai ser honrado.

Nesta época de notícias sobre transferências na Europa, saiu na Itália que o Jean poderia ir para a Lazio. Você ficou sabendo disso?
Hernanes: Eu não estava sabendo, mas, se acontecer, vou ficar muito feliz por ele ser meu companheiro de clube novamente.

Na época em que estava no São Paulo, você surpreendeu ao dizer que tinha a ajuda de um cientista para jogar bem. Mesmo na Itália, continua com orientações do J. Alves?
Hernanes: Continuamos fazendo nosso trabalho, com conversa por telefone. Ele assiste aos jogos para verificar e comentar depois.

Você só revelou a identidade dele em seu último dia de São Paulo. Ele é um professor de educação física... Qual o tipo de ajuda dele ao seu futebol?
Hernanes: Ele vê mais dentro de campo mesmo. O futebol é muito empírico, você aprende na rua, jogando... Você vai por tentativa e erro. Mas ele estudou técnicas para um trabalho científico e programado. Em cada posição do campo, você tem que usar uma técnica, e não ir apenas pela intuição. O futebol é muito intuitivo, mas você precisa de uma programação para seguir. Depois do jogo, por exemplo, ele me fala que tomei um drible porque não usei determinada técnica. O futebol deixa de ser tão intuitivo para ficar mais metódico, organizado.

No São Paulo, você também sempre deixou clara sua religiosidade. Como é a vida de um evangélico em Roma, que fica em uma área católica, até pela presença do Papa?
Hernanes: Eu não gosto tanto de usar o nome ''religião'', porque, se observarmos, os problemas do mundo passam por essa palavra, há pessoas que são mortas por isso. Mas, no contexto em que estamos falando, as pessoas acham que a vida religiosa é ir à igreja nos domingos, mas não é isso. Você tem que praticar os ensinamentos da Bíblia todos os dias, esta é minha busca diária. E hoje o mundo está muito globalizado, acompanho os cultos da igreja que faço parte agora (Verbo da Vida) pela internet. É assim que estou participando.

Você sentiu alguma resistência por estar ao lado do Vaticano?
Hernanes: Não sinto, até porque na Europa, sendo que na Itália é um pouco menos, as pessoas perderam um pouco a fé. Alguns são revoltados com a igreja, outros são católicos praticantes e outros ateus. Não senti nenhum preconceito.

Fonte: esporte.terra.com.br

Homenagem a Hernanes, por Fã Clube Hernanes.